Ele enfatiza o aspecto materialista da existência humana. Para os escritores naturalistas, influenciados pelas teorias da ciências experimentais da época, o homem era um simples produto biológico cujo comportamento resultava da pressão do ambiente social e da hereditariedade psicofisiológica. Nesse sentido, dadas certas circunstâncias, o homem teria as mesma reações, instintivas e incontroláveis. Caberia a escritor, portanto, armar em sua obra uma certa situação experimental e agir como um cientista em seu laboratório, descrevendo as reações sem nenhuma interferência de ordem pessoal ou moral.
Pintura:
A Pintura do naturalismo refere-se às expressões da pintura do movimento naturalista. Sua característica mais marcante é a representação de objetos realistas numa cena natural. Assim como todas as outras mídias do naturalismo, como a literatura e etc;, a pintura naturalista foi uma forma de reação contra o subjetivismo, a idealização e o estilo do Romantismo. Entre os pintores naturalistas destaca-se William Bliss Baker, notável por suas paisagens. A pintura naturalista pretendia "imitar a Natureza com exactidão, opondo-se ao idealismo e ao simbolismo". No Naturalismo, o pintor não possui pretensões, atém-se às cores do local, ao sol, ao dia, à noite, muitas vezes retratando o rural.
A segunda metade do século XIX, na Europa, define-se por uma série de transformações econômicas, científicas e ideológicas que possibilitam o surgimento de uma estética anti-romântica.
Uma nova revolução industrial, caracterizada pelo avanço tecnológico e progresso científico, modifica não apenas os processos de produção, mas a própria estrutura econômica. Os negócios familiares em pequena escala são substituídos por grandes empresas, muitas vezes agrupadas em cartéis, e a população se concentra em vastos aglomerados urbanos, impelida pela industrialização. As nações tornam-se representantes de seus grupos econômicos privados, ampliam o mercado internacional e terminam por se fazer imperialistas, partindo para a conquista direta ou indireta de considerável número de países africanos e asiáticos. É o grande momento da Europa: a burguesia urbana, enriquecida pelo espólio colonial, vive o luxo, goza o poder sobre o mundo.
Escultura:
Na escultura, desempenham um papel decisivo o estudo das proporções antigas e a inclusão da perspectiva geométrica. As figuras, até então relegadas ao plano de meros elementos decorativos da arquitetura, vão adquirindo pouco a pouco total independência. Já desvinculadas da parede, são colocadas em um nicho, para finalmente mostrarem-se livres, apoiadas numa base que permite sua observação de todos os ângulos possíveis.
Principais autores :
Aluísio Azevedo
Herculano Marcos Inglês de Souza
Adolfo Caminha
Júlio Cesar Ribeiro
Adolfo Ferreira Caminha
Revolução Industrial: